quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Saúde reforça orientações sobre hepatite A


A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) informa que já adotou medidas de prevenção, controle e assistência, a partir da identificação do aumento no número de casos de hepatite A no Vidigal, na Zona Sul. As visitas domiciliares de agentes de saúde fazem parte da rotina e ocorrem independentemente do aumento no número de casos de hepatite A. Até o momento foram notificados 92 casos com 75 confirmados.

Entre as ações das medidas de prevenção, está a coleta da água em oito pontos da comunidade para avaliação de qualidade e a identificação da fonte de contaminação. A análise da água está sendo realizada em laboratórios de referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Vigilância Sanitária Municipal. Novas amostras de água, de locais diversos, serão coletadas.

O secretário municipal de Saúde, Marco Antonio de Mattos, alerta para as medidas de prevenção da doença. "É importante não tomar água de poço ou de procedência desconhecida, lavar bem as mãos e tomar cuidado no preparo de alimentos".  

A SMS está dando assistência a todos os casos notificados, orientando a população e intensificando a vacinação contra a doença para as crianças menores de cinco anos, faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde.

A Superintendência de Vigilância em Saúde atenta para os principais sintomas compatíveis com a doença como: febre, pele e olhos amarelados, dor abdominal, mal estar, falta de apetite, fezes esbranquiçadas, urina escura, náusea e vômito. Nesses casos, a recomendação é procurar uma unidade de saúde.


Dicas da Vigilância Sanitária para evitar a Hepatite A

Os alimentos e bebidas mais propensos a estarem contaminados com hepatite A são marisco, frutas, vegetais, gelo e água. Manter a higiene pessoal básica pode reduzir a propagação da doença:

- Garanta que as mãos sejam lavadas com água e sabão regularmente, especialmente depois de usar o banheiro, mudar uma fralda ou antes de preparar e comer alimentos.
- Evite beber água da torneira. Use água industrializada ou ferva a água;

- A água para preparo dos alimentos e para consumo deve ser potável e proveniente da rede pública. Lave frutas e folhosos em água potável corrente e deixe de molho em uma solução de água e cloro (1 colher de água sanitária para um litro de água);

- A água mineral deve ter origem idônea, rotulagem completa e lacre da tampa inviolável;

- A água para preparo de refrescos, picolés, sacolés e gelo para adição em bebidas deve ser filtrada.



Fonte: SMS

Saúde reforça orientações sobre conjuntivite

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a membrana fina e transparente que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou por reações alérgicas. É uma doença muito comum principalmente nos meses de verão, pois a umidade e o calor favorecem a disseminação do vírus, e também na primavera, devido ao contato com os pólen das flores.

Os principais sintomas da conjuntivite são olhos avermelhados e lacrimejantes, sensação de corpo estranho ou areia no olho, coceira e inchaço nas pálpebras. O paciente também apresenta dificuldade de abrir os olhos e maior sensibilidade à claridade e, por isso, o uso de óculos escuros ajuda a diminuir o desconforto. Em alguns casos pode apresentar uma secreção purulenta.

 O contágio se dá principalmente pelo contato de objetos contaminados com os olhos. Por isso não se deve compartilhar lençol, fronha, toalhas ou maquiagem com outras pessoas. Também se deve evitar o uso frequente de lentes de contato sem limpeza, a exposição a poluentes ou produtos químicos que possam causar alergia, a permanência em locais com aglomeração de pessoas e, principalmente, coçar os olhos com a mão suja.

 Na manifestação de algum dos sintomas, a recomendação é procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, como as clínicas da família ou centros municipais de saúde. O paciente pode ser afastado de suas atividades habituais por orientação médica, evitando assim o contato e a transmissão para outras pessoas.

Baixe aqui o material informativo 

Fonte: SMS

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Prefeitura inicia nova campanha de vacinação contra a Febre Amarela nesta quinta-feira

A Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), inicia nesta quinta-feira (25) a campanha de vacinação contra a Febre Amarela na cidade. A ação vai até o dia 9 de fevereiro, com oferta da dose fracionada da vacina em 232 unidades de saúde. No sábado (27), acontece o dia D de mobilização, com as unidades funcionando exclusivamente para vacinação das 8h às 17h.

Neste dia, a prefeitura também vai disponibilizar postos extras espalhados pela cidade.

No dia D, as vacinas serão aplicadas em todos os que comparecerem aos postos de vacinação no horário de funcionamento, sem distribuição de senhas. A previsão é que, somente neste sábado, sejam vacinadas de 300 mil a 400 mil pessoas no Rio.

Durante o resto da campanha, os 232 postos de vacinação em unidades de saúde continuarão vacinando rotineiramente, além de manter todos os demais serviços oferecidos pelas unidades.

Cada unidade ofertará um número específico de doses diárias, dentro de suas capacidades técnicas de segurança dos pacientes e boas práticas de vacinação.

A SMS oferece, desde março de 2017, a vacina contra a febre amarela em sua rotina de imunizações das unidades de atenção primária - clínicas da família e centros municipais de saúde.

Saiba mais aqui: www.goo.gl/S5FmMC

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Tire aqui as suas dúvidas sobre a Febre Amarela

A vacina da febre amarela tem contraindicações importantes que serão rigorosamente seguidas pelos profissionais de saúde, para reduzir os riscos de ocorrência de reações adversas nas pessoas que receberem o insumo. Ela não é recomendada para gestantes, idosos, crianças menores de nove meses e pessoas com alergia a algum componente da vacina e a ovo e derivados. Pacientes em terapias imunossupressoras, portadores de doenças autoimunes, transplantados de medula óssea, com histórico de doença do timo e com problemas neurológicos de natureza desmielizante, como Síndrome de Guillain-Barré e ELA, também não devem tomar a vacina. 

Em caso de dúvidas, o paciente deve conversar com o seu médico para as devidas avaliações e orientações. 

                                                                       Sintomas:


Medidas de proteção:


Apresentou algum sintoma da febre amarela?







Saiba mais aqui: http://migre.me/whZbS

Fonte: SMS RJ

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Macacos não transitem a febre amarela

ATENÇÃO! Não há casos confirmados de febre amarela em primatas no município do Rio de Janeiro! A Vigilância Sanitária continua fazendo o monitoramento ativo com o recolhimento e exame de animais encontrados caídos no chão. Portanto, caso encontre um animal nessa situação, ligue 1746

Macacos estão sendo assassinados no município do Rio de Janeiro. Espancamento e envenenamento são a maioria das causas das mortes dos primatas encaminhados ao Instituto Jorge Vaitsman. Veja na matéria veiculada hoje, na TV Globo: https://glo.bo/2DF7YdE

Quem pode tomar a vacina da Febre Amarela

A vacina da febre amarela tem contraindicações importantes que serão rigorosamente seguidas pelos profissionais de saúde, para reduzir os riscos de ocorrência de reações adversas nas pessoas que receberem o insumo.

Ela não é recomendada para gestantes, idosos, crianças menores de nove meses e pessoas com alergia a algum componente da vacina e a ovo e derivados.

Pacientes em terapias imunossupressoras, portadores de doenças autoimunes, transplantados de medula óssea, com histórico de doença do timo e com problemas neurológicos de natureza desmielizante, como Síndrome de Guillain-Barré e ELA, também não devem tomar a vacina.

Em caso de dúvidas, o paciente deve conversar com o seu médico para as devidas avaliações e orientações. 

Saiba mais aqui: http://migre.me/whZbS

Fonte: SMS RJ

Afinal, pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina contra febre amarela?

Outras medidas de proteção individual também são recomendadas (principalmente para quem tem alguma contraindicação para receber a vacina). Pode-se usar repelente de insetos (de acordo com as indicações do produto); proteger a maior extensão possível de pele (calça comprida; blusas de mangas compridas e sem decotes; roupas que não sejam coladas ao corpo; meias e sapatos fechados); evitar, na medida do possível, o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, a entrada em matas; passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados; uso de mosquiteiros e telas nas janelas. 

Saiba mais no blog.saude.gov.br/kz8qx2

domingo, 7 de janeiro de 2018

Proibir doação de sangue por homens homossexuais é PRECONCEITO

Muito sangue tem sido derramado em nosso país em nome de preconceitos que não se sustentam”. 

Essa frase do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, resume a importância do debate que está sendo travado sobre as restrições impostas pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa à doação de sangue por homens homossexuais.

Relator do caso no Supremo, Fachin já votou pela declaração de inconstitucionalidade dessa restrição, no que foi acompanhado pelos ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber.

O ministro Alexandre de Moraes concordou com o tratamento diferenciado, embora tenha feito ressalvas. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2016, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.543, que está sendo julgada, questiona as normas que declaram ser inapto para a doação o homem que tenha se relacionado sexualmente com outro homem nos 12 meses anteriores ao dia da doação. 

Ouseja, basta uma única relação sexual em um ano para inviabilizar a doação. Assim, qualquer homem homoafetivo que possua um nível mínimo de atividade sexual torna-se permanentemente
inapto a doar sangue. 

No momento da doação, o candidato homem é questionado se manteve relação sexual com outro
homem nos 12 meses anteriores àquela data. Caso a resposta seja afirmativa, o candidato é automaticamente excluído do procedimento e sequer tem o sangue coletado para análise.

Essa situação representa tratamento discriminatório por parte do Estado, já que todo o material sanguíneo, de toda e qualquer pessoa, antes de ser doado, deve ser submetido a exames aptos a detectarem a contaminação por doenças transmissíveis.

Impressiona ainda o fato de que a mesma portaria que traz essa regra de exclusão afirma que a orientação sexual não deve configurar critério para a seleção de doadores de sangue.

Argumenta-se ser justificável tal discriminação pelo fato de que é proporcionalmente maior a incidência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) nos homens homossexuais em relação aos heterossexuais. 

No entanto, segundo o último Boletim Epidemiológico da Aids, a incidência de contaminação pelo vírus HIV também é maior na população que não possui curso superior, em relação ao grupo que possui graduação. 

O índice de contaminação pela Aids também é maior na população parda em relação à população branca. A lógica adotada pelo Ministério da Saúde, portanto, mostra o desacerto de se justificar proibições unicamente na leitura crua de dados frios, sem o mínimo processamento racional dos números. 

A questão central é que os comportamentos de risco para a contaminação por DST não decorrem da orientação sexual dos parceiros envolvidos nas relações sexuais. O risco de contaminação é gerado pela prática sexual sem a utilização de preservativos ou com parceiros desconhecidos, independentemente de o ato ter ocorrido entre homens, entre mulheres, ou entre homens e mulheres. 

A proibição de doação de sangue por homens homossexuais surgiu na década de 1980, quando havia um desconhecimento completo sobre as causas da Aids.

Como consequência, ao se perceber que a incidência do vírus HIV era maior em determinados grupos, vários países proibiram, como medida de segurança, a doação de sangue por pessoas que se incluíam nesses grupos. Assim, a segregação se deu em razão da falta de conhecimento sobre as causas e as formas de transmissão do vírus HIV.

Hoje, por outro lado, é sabido que a causa da doença é a relação sexual desprotegida, de quem quer que seja, razão pela qual proibir a doação de homens homoafetivos deixou de ser uma medida de segurança e se tornou uma medida de preconceito injustificado. 

Grande parte dos países acabaram com essa proibição. Portugal, Espanha, Chile e Argentina são
exemplos de nações que extirparam de seus ordenamentos a proibição de doar sangue imposta aos homens que se relacionam sexualmente com outros homens.

É preciso destacar que a permissão de doação por homens homossexuais não colocará em risco a segurança ou a qualidade do sangue. 

Atualmente já existem diversas regras que declaram inaptos qualquer um que possua comportamento sexual arriscado. 

O que se questiona, por meio da ADI, é apenas a premissa de que a orientação sexual representa, por si só, fator de risco para a transmissão de doenças. Na verdade, além de não representar perigo para a saúde pública brasileira, a extinção dessa proibição certamente contribuirá para amenizar a crise de baixo estoque vivenciada nos bancos de sangue brasileiros.

A contradição impressiona: embora apenas 1,8% da população brasileira seja doadora de sangue, abaixo da meta de 3% indicada pela Organização Mundial da Saúde, o país desperdiça anualmente milhões de litros de sangue por preconceito injustificado. Assim, a atual regra que impede a doação de sangue de homens homossexuais, além de violar os direitos constitucionais à igualdade e à dignidade humana, agrava a crise de carência de estoque vivenciada pelos bancos de sangue do país, mostrando-se prejudicial, também, à saúde pública brasileira.

Rafael Araripe Carneiro e Matheus Pimenta de Freitas Cardoso são advogados e professores do Instituto Brasiliense de Direito Público, em Brasília.




sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Fundo Global destaca introdução da PrEP no Brasil

Mensagem ressalta que o país dá prova de seu compromisso na resposta ao HIV

O diretor de Relações Exteriores do Fundo Global de Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária, Christoph Benn, enviou ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, carta de reconhecimento pela introdução da Profilaxia Pós-Exposição (PrEP) como parte integral da política brasileira de prevenção em saúde.

Na mensagem, Christoph Benn afirma que a parceria entre o Fundo Global e o Brasil acelera a resposta às epidemias de aids, tuberculose e malária. “Na qualidade de primeiro país da América Latina a adotar essa importante medida (de implantação da PrEP), o Brasil dá prova de seu compromisso na resposta ao HIV e de sua liderança na região”, destacou.

A íntegra (em inglês) da carta está disponível aqui.


Fonte: MS

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

PrEP está disponível em 36 serviços do SUS a partir deste mês

Na primeira fase, 22 municípios serão atendidos; Brasil é o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção

A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) já está disponível, em 36 serviços do Sistema Único de Saúde em 22 cidades brasileiras. Os serviços começaram a receber o medicamente nesta segunda-feira, dia 18. Nesta primeira etapa da implantação, os 10 estados e o Distrito Federal atendidos, serão Amazonas (Manaus), Bahia (Salvador), Ceará (Fortaleza), Distrito Federal (Brasília), Minas Gerais (Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e Passos), Pernambuco (Recife), Paraná (Curitiba), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Santa Catarina (Florianópolis) e São Paulo (São Paulo, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto). Confira aqui a lista de serviços que ofertarão a PrEP.

Esses estados e o Distrito Federal foram escolhidos por terem participado de projetos pilotos da PrEP. Os outros 16 estados brasileiros serão contemplados até maio de 2018. O Brasil é o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

O público prioritário para PrEP são as populações-chave, que concentram a maior prevalência de HIV no país: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); pessoas trans; trabalhadores/as do sexo - e casais sorodiferentes (quando uma pessoa está infectada pelo HIV e a outra não). O simples pertencimento a um desses grupos não é suficiente para caracterizar indivíduos com exposição frequente ao HIV.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destaca a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken. A PrEP poderá ser indicada para pessoas, pertencentes aos grupos prioritários citados, que realizaram sexo anal ou vaginal sem preservativo nos últimos 6 meses e/ou apresentaram episódios frequentes de IST ou uso repetido da PEP.

De uso contínuo a PrEP, é preciso tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. A PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus.

PrEP no mundo - A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta da PrEP, que já é utilizada nos Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, comercializada na rede privada, e na França, África do Sul, que a oferecem no sistema público de saúde. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de R$ 8,6 milhões para 3,6 milhões de comprimidos, para atender à demanda pelo período de um ano, aproximadamente.

Aplicativos – Os profissionais de saúde, gestores e o público terão à disposição o aplicativo do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da PrEP. Reproduzido na íntegra, o app oferece a facilidade de busca aos conteúdos mais acessados por meio de títulos e subtítulos e sinalização para favoritos e opções de compartilhamento. No aplicativo também poderá ser feita a busca pelos locais em que a profilaxia é realizada no Brasil e perguntas frequentes sobre o tema. O aplicativo pode ser obtidos na Apple Store e na Google Play para smartphones com sistemas Android ou IOS.

Já na biblioteca do site do DIAHV, está disponível o guia Diretrizes para a Organização dos Serviços de Saúde que ofertam a PrEP ao HIV no Sistema Único de Saúde. Nele, os profissionais de saúde envolvidos na oferta da PrEP terão informações sobre as rotinas e preventivas e de cuidado.

A PrEP insere-se na “Prevenção Combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV, que inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

Cabe destacar que a PrEP não protege o indivíduo de outras infecções sexualmente transmissíveis como sífilis e gonorreia, tão pouco da gravidez. Por isso, o uso do preservativo continua sendo recomendado.

Para mais informações acesse: www.aids.gov.br/prep

Fonte: Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
Conheça também a página do DIAHV no Facebook:

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Teste rápido de HIV: onde fazer e como funciona

No SUS, população pode ter acesso a testes rápidos e gratuitos; resultado sai em até 1 hora

Cerca de 135 mil pessoas estão infectadas com HIV no Brasil e não sabem. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016, aproximadamente 840 mil pessoas viviam com o vírus. Desse total, 694 mil estavam diagnosticadas; sendo que 498 mil já haviam iniciado o tratamento.

Proporcionalmente, o número de brasileiros diagnosticados aumentou em 18% em 4 anos, passando de 71%, em 2012, para 84%, em 2016. Apesar desse aumento, o Governo do Brasil tem reforçado iniciativas para garantir o diagnóstico e o acesso ao tratamento contra o vírus. Neste ano, por exemplo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para tiragem do HIV e o País se tornou o primeiro da América Latina a disponibilizar o produto em farmácias.

A Anvisa também registrou, nesta terça-feira (19), mais dois testes de farmácia para HIV que detectam o vírus por meio do fluido oral. O resultado sai em 20 minutos, mas só é possível detectar o vírus se o contágio tiver ocorrido há mais de três meses.

Outra iniciativa é o teste rápido oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Qualquer pessoa pode realizá-lo de forma anônima. Confira as principais perguntas e respostas sobre o teste e entenda a importância dele.

Onde o teste é realizado? 
Para realizar o teste gratuitamente, basta ir até um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Além do teste para o HIV, é possível realizar o exame para identificar sífilis e hepatites B e C.

Como funciona o teste? 
É como se fosse um exame de glicose. Por meio de uma agulha fina e indolor, é retirada uma pequena quantidade de sangue, que é colocada no orifício do aparelho.

Em quanto tempo sai o resultado? 
Entre 30 minutos e uma hora. Se o resultado for positivo, aparece uma linha no visor do aparelho utilizado para a coleta do sangue.

O que é feito após o resultado? 
Quando a infecção é comprovada, o paciente recebe a orientação necessária e é encaminhado para um serviço de saúde, onde terá o acompanhamento adequado. Se for negativo, o médico reforça a importância da prevenção.

Quem deve fazer o teste? 
A recomendação é que toda pessoa com vida sexual ativa realize o teste.

Quanto tempo esperar para realizar o teste após suspeita de infecção? 
O Ministério da Saúde orienta que a pessoa espere entre 30 e 60 dias após a suspeita de exposição ao vírus para a realização do teste. Nesse intervalo de tempo, ocorre a produção de anticorpos anti-HIV no sangue, que confirma a infecção.

Fonte:  Ministério da Saúde

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Farmácias poderão vacinar usuários

Nova regra aprovada pela Anvisa permite que estabelecimentos que já prestam serviços de saúde possam também ofertar o serviço.

medicamentos1A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta terça-feira (12/12), resolução que permite a qualquer estabelecimento de saúde realizar atividade de vacinação, incluindo farmácias e drogarias. O regulamento deverá ser publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias.

A norma dá ao setor regulado mais clareza e segurança jurídica quanto aos requisitos que devem ser seguidos em todo o território nacional. Além disso, as vigilâncias sanitárias das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde poderão exercer a fiscalização a partir de norma mais objetiva e uniforme quanto às diretrizes de Boas Práticas em serviços de vacinação, independentemente do tipo de estabelecimento.

Aos usuários, será possível a identificação, de maneira clara, dos estabelecimentos que oferecem o serviço de vacinação de acordo com os requisitos de qualidade e segurança definidos pela Agência, além de ter sua rotina facilitada pelo aumento das opções de escolha quanto ao local de prestação do serviço. Serviços de saúde - públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares – que realizam vacinação humana terão de cumprir a regra nacional.

São requisitos mínimos para o funcionamento de estabelecimentos que oferece vacinação:

  • Licenciamento e inscrição do serviço no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES);
  • Afixação do Calendário Nacional de Vacinação, com a indicação das vacinas disponibilizadas;
  • Responsável técnico;
  • Profissional legalmente habilitado para a atividade de vacinação;
  • Capacitação permanente dos profissionais;
  • Instalações físicas adequadas, com observação da RDC 50/2002 e mais alguns itens obrigatórios a exemplo do equipamento de refrigeração exclusivo para a guarda e conservação de vacinas, com termômetro de momento com máxima e mínima;
  • Procedimentos de transporte para preservar a qualidade e a integridade das vacinas;
  • Procedimentos para o encaminhamento e atendimento imediato às intercorrências;
  • Registro das informações no cartão de vacinação e no Sistema do Ministério da Saúde;
  • Registro das notificações de eventos adversos pós vacinação e de ocorrência de erros no Sistema da Anvisa;
  • Possibilidade de vacinação extramuros por serviços provados; e
  • Possibilidade de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).
  • O serviço já era regulamentado em alguns estados, como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Brasília.


Fonte: Anvisa

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Adoçante: amigo ou inimigo?

Para uma alimentação saudável é imprescindível que consumamos pouco açúcar. A partir daí, os adoçantes passam a ser uma opção, mas eles também não são inofensivos.

adocanteQuando buscamos reduzir ou eliminar o consumo de açúcar, muitas vezes o adoçante é visto como substituto. Mas, eles também podem nos afastar de uma dieta saudável e não são a melhor opção para quem quer perder peso. O Guia Alimentar para a População Brasileira é claro: devemos sempre dar preferência ao consumo de alimentos na forma mais natural possível, com o doce próprio de cada um.

Adoçantes podem ser naturais, artificiais ou sintéticos. Os naturais são obtidos sem nenhum tipo de reação química, veem das plantas, a exemplo da estévia, ou de origem animal. Os artificiais ou sintéticos surgem através de reações químicas naturais ou não. Os mais comuns são sacarina, aspartame e sucralose.

A jornalista Lurian Leles utiliza dois tipos de adoçante: o artificial, para forno e fogão (para culinária) e o natural para adoçar o cafezinho e os sucos. “Eu uso adoçante há mais ou menos um ano e meio, depois que passei a me preocupar mais com meu peso. Eu quis cortar carboidrato e o açúcar e fiz essa opção, não foi prescrição. Tive essa indicação de trocar, mas mesmo o nutricionista pede para não usarmos adoçantes em demasia”, ressalta.

Não recomendado!

A recomendação dada à Lurian é correta. O adoçante não é um salva-vidas para quem está retirando o açúcar da dieta e não pode ser visto como tal. A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, explica: “o adoçante geralmente é usado nos casos confirmados de diabetes e seu uso deve ser indicado por médico ou nutricionista. Fora isso, ele não é recomendado”.

Michele Lessa diz ainda que pessoas que optam pelo adoçante precisam ao menos escolher aqueles de origem natural. E se a escolha for com o objetivo de emagrecer, este caminho não é seguro. “Não há comprovação de que o adoçante contribua para a perda de peso. O paladar se acostuma com o doce e a pessoa vai ter vontade de consumir mais coisas doces. O ideal é que a pessoa vá reduzindo aos poucos a quantidade de açúcar até perceber que os sabores naturais são mais gostosos sem adição de nenhum tipo de açúcares”, reforça.

O alerta é ainda mais importante para as crianças. A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda adoçantes para este público, por não se saber os efeitos deles em longo prazo.

Produtos diet e light

Outra importante observação da coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde é sobre os produtos diet e light. Quando lemos estas palavras em algum rótulo, costumamos nos animar com a impressão de que são extremamente saudáveis. Mas isso não quer dizer que são. “Estes produtos, na maioria das vezes, possuem adoçantes artificiais e não são alimentos naturais, e sim processados ou ultraprocessados. Por isso, o consumo deve ser moderado”, aconselha.

Lurian segue com a opção pelos adoçantes, mas eles ainda não são preferência em seu paladar. “Não é a mesma coisa do açúcar, o gosto deixa um pouco a desejar, mas sempre que posso eu substituo”.

Acesse receitas para se alimentar melhor, na publicação do Ministério da Saúde Alimentos Regionais Brasileiros

Baixe o Guia Alimentar para a População Brasileira.


Fonte: Blog da Saúde

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Saiba como cuidar da saúde das crianças durante as férias

No Brasil, o final do ano traz consigo um período de descanso muito aguardado por todas as crianças: as férias escolares! É um momento de diversão e alegrias, ampliado pelo clima festivo de Natal e Réveillon. Mas é uma época que pais ou responsáveis precisam ficar atentos e não podem descuidar da saúde das crianças.

Com a chegada das férias, a rotina de alimentação e atividades físicas, que são regulares em escolas, creches e outras instituições, pode ficar comprometida, com a ausência de um horário definido ou por comidas não tão saudáveis e brincadeiras que promovem pouca movimentação do corpo.

“Durante as aulas, existe um maior controle de horários para alimentação e brincadeiras. Nas férias, a tendência é ter uma liberdade maior para comer qualquer coisa e passar muito tempo assistindo televisão ou jogando videogame. É importante ter essa liberdade, mas é fundamental que seja algo supervisionado para não trazer prejuízos à criança”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Simone Rocha é mãe do Breno, que tem cinco anos, e acredita que a alimentação adequada nessa época é importante para manter saúde do filho, mas também porque é um aprendizado que a criança leva para toda a vida. “Eu acho legal deixar a criança ajudar no preparo dos lanches e da comida, por exemplo. Eu deixo o Breno me ajudar a fazer vitamina, cortar frutas com uma faca sem serra, fazer salada de frutas, preparar bolos e pão integral. Depois, ele come com muito mais prazer, porque ele ajudou a fazer e aprendeu como preparar a comida”, explica.

A coordenadora Michele Lessa dá algumas dicas simples de seguir para manter uma alimentação saudável durante as férias. “Oferecer bastante água para as crianças e tentar garantir que as refeições sejam realizadas no horário, evitando que a elas pulem refeições ou substituam por lanches. Além disso, estimular a alimentação saudável com frutas, verduras, legumes, arroz, feijão e carnes, evitando o excesso de doces e bebidas açucaradas”.

A atividade física é outro ponto fundamental para o crescimento e desenvolvimento das crianças e que não pode ser esquecido quando elas estão longe da escola. Nesse período, é comum que as crianças queiram passar longos períodos do dia sem fazer qualquer atividade física diante de um aparelho de TV, celulares, tablets ou videogames. Vale lembrar que as atividades físicas têm benefícios como o combate à obesidade, aumentam a resistência contra doenças e ajudam no desenvolvimento do corpo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos semanais de atividade física leve ou moderada, o que, na prática, representa apenas 20 minutos por dia, o que pode ser pouco para tanta energia que uma criança tem acumulada durante as férias.

De acordo com Michele Lessa, é fundamental estimular o ato de brincar em locais ao ar livre. “É importante destacar esse tempo, que deve ser de pelo menos uma hora, para a criança tomar sol, com atividades ligadas à natureza, para se divertir com brinquedos que estimulem a movimentação e que sejam menos tecnológicos, além de que esse tempo seja aproveitado em família”, finaliza. 
Preocupada com essa questão, Simone também foi atrás de opções de diversão que estimulem as crianças durante esse período e dá boas ideias. “Eu gosto muito das opções mais óbvias e baratas, que são os parques, levar a criança para andar de bicicleta, fazer caminhada observando a natureza. Os brinquedos de parquinhos de areia são uma ótima opção também, porque estimulam a interação com outras crianças. E para variar os passeios, gosto de levar meu filho ao zoológico e qualquer outro lugar ao ar livre”, diz.

Fonte: Blog da Saúde

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Saiba como é o ciclo do mosquito Aedes aegypti

Hoje (8/12), o Ministério da Saúde inicia a campanha Sexta-feira sem Mosquito, que se estenderá até março, mobilizando os governos Federal, estaduais e municipais para que promovam ações de limpeza nas cidades, em casas, estabelecimentos privados e órgãos públicos. O foco da campanha é a mobilização e conscientização da população a respeito da importância de enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Mas o que podemos fazer para combater o inimigo número um da saúde pública no Brasil durante o verão? A pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Denise Valle, conversou com o Blog da Saúde sobre a iniciativa de promover um dia da semana para limpeza dos criadouros. A ideia surgiu em Singapura há alguns anos e trouxe bons resultados. “O país conseguiu reduzir a epidemia de dengue, na época, em quase 90% fazendo verificações semanais de 10 minutos à procura de criadouros domésticos que acumulassem água”, explica.
Segundo a doutora, a infestação do mosquito é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas – aceleram o ciclo de vida do mosquito. Para evitar essa situação, é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor, durante todo o ano, a partir de ações preventivas de eliminação de focos do mosquito. Como o Aedes aegypti tem hábitos domésticos, essa ação depende sobretudo do empenho da população. “É preciso investir um tempo toda semana para procurar esses criadouros. Dez minutos são suficientes para essa verificação, que deve ser rotineira. É importante que isso seja feito o ano todo, não só durante o verão”, ressalta.
Quer saber mais sobre a importância da eliminação do criadouro? Tire suas dúvidas!
 Por que é importante fazer a verificação dos criadouros uma vez por semana?
Denise Valle: A justificativa científica para a verificação uma vez por semana é que o ciclo de vida do mosquito leva um período de 7 a 10 dias – de ovo até a fase adulta. O mosquito espalha os ovos em muitos criadouros, cerca de 80% deles, dentro de nossas casas. Eles possuem grande resistência e podem ficar em ambiente seco por mais de um ano. Ou seja, eles podem durar de um verão até o outro. O Aedes coloca os ovos próximo à lâmina d’água. Quando a água evapora, os ovos continuam grudados no recipiente, mas ao voltar a chover, ele entrará em contato com a água e poderá eclodir, dando início ao ciclo de vida do mosquito que ainda compreende as fases de larva e pupa, até chegar à forma adulta.
Blog da Saúde: Fazendo a faxina é possível evitar esse ciclo?
Denise Valle: Quando a gente convida as pessoas a olharem os seus criadores em casa uma vez por semana, na verdade, estamos estimulando que as pessoas impeçam que esse ciclo se feche. É muito mais fácil você controlar uma larva do que você controlar o mosquito. Por isso, a ideia é fazer essa busca de criadouros potenciais na casa da gente uma vez por semana, para você impedir que novos adultos se formem, pois a larva não transmite a doença.
Blog da Saúde: Quantas pessoas um mosquito é capaz de infectar?
Denise Valle: Apenas as fêmeas do mosquito picam, pois precisam do sangue para colocar os ovos. Se o mosquito estiver infectivo, ou seja, com a presença suficiente dos vírus dengue, Zika ou chikungunya no organismo, poderá transmitir os vírus ao picar uma pessoa. O Aedes aegypti tem uma peculiaridade que se chama “discordância gonotrófica”, que significa que é capaz de picar mais de uma pessoa para uma mesma postura de ovos. Há relato que um só mosquito transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma família, no mesmo dia.
Blog da Saúde: Quais são as dicas para a faxina?
Denise Valle: A larva não resiste ao ambiente seco. Para se livrar delas é preciso jogá-las na terra seca, no cimento, no asfalto, pois em poucos minutos elas vão morrer. As larvas não podem ser descartadas pelo ralo, vaso sanitário ou pela pia, o que seria apenas a troca de um criadouro aquático por outro. Já os ovos devem ser destruídos com o uso da parte verde de uma esponja, esfregando bastante. Também não podem ser jogados na água.
Blog da Saúde: Como é possível identificar os ovos?
Denise Valle: Os ovos do Aedes aegypti são bem pequenos, medem cerca de 0,4 mm), parecidos com o tamanho de um grão de areia. Assim que são colocados, os ovos são brancos, mas três horas depois eles ficam pretos e durinhos, e com resistência ao ressecamento. Geralmente, são colocados na parede dos recipientes, em cima da lâmina d’água. Caso eles virem larvas, jogue em lugar seco.
Blog da Saúde: Quais são os principais lugares que podem servir de criadouros?
Denise Valle: Reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis (muito utilizados para armazenagem de água para uso doméstico em locais com infraestrutura urbana precária), são conhecidos como macro-criadouros de Aedes aegypti, assim como piscinas não tratadas. Portanto, são os espaços que requerem mais atenção. Isso não significa que a população possa descuidar da atenção aos pequenos reservatórios, como vasos de plantas, calhas, garrafas, lixo a céu aberto, bandejas de ar-condicionado, vaso sanitário pouco utilizado, vasilhas para água de animais domésticos, e poço de elevador. Uma dica é olhar para espaços menos convencionais. O Aedes é oportunista, ele coloca os ovos em qualquer local que tenha água limpa e parada.
Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores, como em terrenos baldios ou lixo acumulado na rua, secretarias municipais de saúde devem ser acionadas para remover os possíveis criadouros.
  
  
Fonte: Blog da Saúde 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

3 dicas para cuidar da saúde no final do ano


    O acúmulo de pequenos problemas, repetidos diariamente, podem provocar consequências negativas à saúde. Saiba como evitar o estresse.
    mulhermaluca
    Naquela manhã, depois de um mês longe do trabalho, Tatiana Alvarenga voltava a andar pelos corredores do escritório onde atuava como analista de redes sociais há mais de três anos. A jovem fora afastada, para um repouso médico, devido a um distúrbio psicológico momentâneo, uma espécie de colapso nervoso. O ano havia sido intenso: dívidas que se acumulavam por conta de um salário que não era compatível à sua profissionalização, o recente término de um namoro de muitos anos e, o pior de tudo, uma chefe que a assediava com gritos e comentários perniciosos.

    “Eu surtei. Dezembro chegou e as pessoas não paravam de falar de Natal e Réveillon, e eu pensando que não tinha muito para comemorar. Então quando minha chefe veio, mais uma vez, falar alto para todos que eu não estava fazendo meu trabalho direito – o que não era verdade. Ela só criticava meu trabalho quando o dono da empresa estava por perto; eu não aguentei, chorei, gritei e sorri. Tudo ao mesmo tempo. Ela ficou tão surpresa que só conseguiu ficar olhando. Deve ter pensado que eu tinha ficado maluca”, relembra Tatiana.
    Depois de procurar ajuda médica, a jovem compreendeu que o acumulo de problemas tinha afetado sua saúde e, também por isso, ela tinha adquirido algumas compulsões, como descontar as angústias no chocolate e passar madrugadas assistindo a séries pelo tablet.
    O coordenador de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro, explica que esse tipo de situação tem uma frequência ainda maior no final do ano. “São meses que trazem sentimentos ambíguos por se tratar da finalização de um ciclo, a finalização de um ano, e muitas pessoas fazem uma avaliação da vida nesse período. E essa reflexão pode revelar metas não cumpridas e desejos não concretizados. Além disso, nessas épocas as pessoas costumam lembrar momentos felizes que não têm possibilidade de se repetir, isso pode agravar um momento de tristeza e dificuldades”, alerta.
    Um dos profissionais que atendeu Tatiana, falou que ela estava estressada, mas não da forma como as pessoas se condicionam a tratar do caso – que é mais relativo ao cansaço do dia a dia. O estresse não aparece em nenhuma categoria na classificação internacional de doenças, mas seus efeitos são observados nos consultórios das mais diversas especialidades médicas como cardiologistas, endocrinologistas e psiquiatras.
    O acúmulo de pequenos problemas, repetidos todos os dias, pode provocar consequências como aumento da pressão arterial e do número dos batimentos cardíacos que, sem dúvida, trazem consequências negativas ao organismo.
    Algumas dessas alterações são refletidas no corpo na forma de compulsões, ansiedade, queda de cabelo, problemas de pele, mau funcionamento do aparelho digestivo, má regulação do sono, aumento de peso ou emagrecimento, desequilíbrio no ciclo menstrual e depressão. Esse último ponto pode ser considerado um dos mais graves.
    “Esse clima festivo do final do ano traz consigo uma expectativa de que todas as pessoas estejam nessa mesma sintonia, mas algumas estão passando por um momento de estresse, com preocupações grandes e sofrimento, e não podem corresponder a esse momento. Existem, inclusive, estudos que mostram que em datas muito marcantes com grande carga emocional, como as de final de ano, pode haver também uma elevação na incidência de suicídios”, explicou Quirino Cordeiro.
    Conheça algumas dicas para combater os efeitos negativos gerados pelo excesso de expectativas, trabalho, estresse e tristeza ligados a essa época do ano:
    - Trabalhe com a realidade. Nesse momento é importante fazer uma autoavaliação, mas é preciso adequar as expectativas geradas no começo do ano com a realidade que se desenrolou ao longo dele. Nos resultados dessa autoavaliação devem ser levados em consideração as possibilidades que se teve para alcançar as metas e objetivos pretendidos.
    - Esteja próximo a pessoas que te fazem bem. Pode parecer um conselho óbvio, mas, nesse período, é fundamental escolher estar ao lado de pessoas que nos amam, que fazem o bem, que se importam com a gente. O suporte familiar e dos amigos é um fator de proteção contra o sofrimento.
    - Cuide do seu corpo. O fim do ano traz também um aumento no número de confraternizações e festas, que podem ser um prato cheio para compulsões alimentares! Seja comedido, se alimente bem e sem exageros de doces ou álcool. Além disso, é importante manter uma frequência de exercícios físicos de pelo menos três vezes por semana. Está comprovado cientificamente que aliar uma alimentação balanceada às atividades físicas é um fator que ajuda a combater doenças físicas e mentais.
    Fonte: Blog da Saúde

    terça-feira, 5 de dezembro de 2017

    Médico de família: aquele que cuida de todas as fases da vida

    Ela entra na Unidade Básica de Saúde (UBS) às 8h e sai às 17h. Atende a vários pacientes no dia, desde crianças até idosos na melhor idade. “Nós atendemos a família, fazemos consulta desde o pré-natal, acompanhamos as crianças na fase de crescimento e
    desenvolvimento, nas consultas pediátricas também. Cuidamos dos idosos, adultos, da família toda”, descreve Gleice Anne Lubiana, médica da família no programa Mais Médicos. O ritmo de trabalho não é muito diferente de outros especialistas, a diferença é que o médico de família está preparado e se preocupa em atender a comunidade.
    A doutora explica que o médico especializado em saúde da família se ocupa do diagnóstico, para orientar o paciente sobre medidas de prevenção e, se necessário, de tratamento. A finalidade dessa especialidade é conhecer e acompanhar as pessoas por toda a vida, dentro do seu contexto e das suas complexidades. “Atendemos por território, e para isso, contamos com os agentes comunitários para fazer o recadastramento das pessoas, ou seja, parte do papel do médico da família é saber onde o paciente mora”, explica.
    Conhecer a casa, a família, os vizinhos e entender os problemas locais e como eles afetam a saúde dos que lá vivem faz parte da equipe da família. “Contamos com uma equipe multidisciplinar para acompanhar essas famílias, fazemos também visitas domiciliares quando necessário e fazemos o atendimento lá mesmo”, fala a doutora. A equipe que auxilia a médica é formada por uma enfermeira, técnicos de enfermagem e agentes comunitários. Juntos eles avaliam cada caso e, quando necessário, encaminha para a especialidade adequada.
    Edson Fernandes, auxiliar de construção, por exemplo, foi marcar um exame para mulher que está com 4 meses de gestação. “Eu vim marcar uma prevenção para minha esposa e aproveitei para mostrar meus exames para doutora Gleice”, comenta Fernandes. Para ele, a vantagem de ter um médico para família é que ele também pode aproveitar as consultas do pré-natal da esposa para se consultar, fazer exames e se preparar para essa nova fase da vida.
    Entre um paciente e outro, Gleice conversa com a equipe. “Quando uma mesma pessoa tem vários problemas ou algum agravo que não conseguimos resolver na Unidade Básica, encaminhamos para uma UPA ou hospital”, explica. Para Gleice, contar com uma equipe multidisciplinar é fundamental para conhecer a população e permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação. “Você acaba criando um vínculo muito grande médico/paciente e conhece toda a família, é muito importante”, comenta a doutora sorrindo.

    Equipe Saúde da Família
    Uma UBS tem suas Equipes de Saúde da Família, que trabalha em uma localidade específica, contando com uma população que permanece mais ou menos a mesma, o que permite que os profissionais conheçam bem seus pacientes e sua área de atuação.
    Uma unidade de Saúde da Família pode atuar com uma ou mais equipes de profissionais, dependendo do número de famílias a ela vinculadas. A recomendação do Ministério da Saúde é que uma equipe seja responsável por uma área onde residam de 600 a 1.000 famílias, com o limite máximo de 2.000 a 3500 habitantes. Mas esse critério pode ser flexibilizado em razão da diversidade das regiões, levando em conta fatores como densidade populacional e acesso aos serviços, além de outros fatores que variam de lugar a lugar.
    Fonte:  Blog da Saúde

    sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

    Cai transmissão vertical do HIV no Brasil

    Ações do Ministério da Saúde contribuíram para que mais crianças nasçam livres do vírus
    gravida aidsÉ a primeira consulta pré-natal de uma gestante. Vamos chamá-la de Maria. Durante a entrevista, o médico conversa com ela sobre sífilis, HIV/aids e hepatites B e C. Após ouvir tudo atentamente, surge a decisão: fazer os exames que diagnosticam essas doenças. O médico a encaminha ao laboratório da maternidade...
    Maria é uma das mais de 3,5 milhões de mulheres brasileiras que, anualmente, engravidam. E para essas grávidas, o governo federal tem uma atenção especial. O objetivo é reduzir a transmissão vertical dessas doenças para os filhos.

    Transmissão Vertical
    É quando a mãe está infectada e o vírus é transmitido, ainda dentro do útero, para o bebê. Felizmente, no Brasil, a porcentagem de transmissão do HIV da mãe para o bebê está reduzindo. Nos últimos 10 anos, observou-se uma tendência de 42,7% de queda na taxa média de transmissão vertical do HIV.
    “O diagnóstico no início da gestação possibilita o efetivo controle da infecção materna e a consequente redução da transmissão do HIV e do agente causador da sífilis para o bebê”, observa a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.
    Se a mãe tiver o devido acompanhamento, a chance de o bebê nascer com HIV é menor que 1%.
    “Temos falado muito de transmissão vertical e gostamos da ideia de que o parceiro sexual dessas gestantes seja também incluído na prevenção da transmissão vertical. É importante enfatizar que, no pré-natal do homem, ele também se testa para HIV, para sífilis e para as hepatites B e C”, defende Benzaken.
    Já as mulheres têm a recomendação de fazerem esses testes no primeiro e no último trimestre da gestação. “É importante ter dois testes porque só assim a gente vai garantir que esse bebê realmente nasça seguro, evitando que essa criança seja infectada”, destaca.
    A meta do governo brasileiro é reduzir a transmissão vertical do HIV para menos de 2% em todo o país.
    Fonte: Blog da Saúde.

    Confira como preparar uma marmita rápida e saudável


    marmitaApesar do dia a dia quase sempre muito corrido, manter uma alimentação saudável com alimentos in natura ou minimamente processados não é difícil não. Vida corrida não é desculpa para nos rendermos aos alimentos prontos. Mesmo com uma infinidade de atrativos como fast foods e a oferta de alimentos embalados em caixas coloridas, que prometem preparo fácil e rápido, é possível optar por alimentos de verdade, nutritivos e igualmente fáceis de encontrar e preparar.

    A formação de hábitos alimentares, principalmente nos grandes centros urbanos, abre uma perspectiva para o consumo de alimentos ricos em gorduras e açúcares, componentes estes inseridos no complexo de causalidades da atual epidemia de obesidade.


    Uma boa opção para fugir dessas tentações, economizar e se alimentar melhor são as marmitas. Mas não basta apenas cozinhar e guardar, é preciso planejar a semana e saber aproveitar os alimentos, conseguindo assim até prevenir algumas doenças. 

    Confira abaixo algumas dicas para uma alimentação saudável! 

    Seleção dos alimentos


    Dê preferência para alimentos frescos, da estação e para os alimentos comprados nas feiras locais. Uma boa opção para ajudar na compra é nosso Guia de Alimentos Regionais, que traz informações de como comer e preparar a refeição, uma lista de possíveis substituições para as preparações desenvolvidas, ressaltando a diversidade cultural brasileira.

    Preparação

    Os legumes e as verduras devem ser cozidos por menos tempo do que o habitual, pois alguns alimentos podem amaciar quando congelados. Na preparação das carnes, faça-as sempre assadas ou grelhadas. Além de a fritura não ser saudável, não é bom congelar. Use menos tempero e sal antes do congelamento para que durante o processo de descongelamento e preparação, o tempero fique fresco. Depois de cozinhar, a preparação deve ser resfriada rapidamente. Mergulhe a panela sem tampa em água com gelo para interromper o cozimento e conservar bem os alimentos.
    O mais importante no processo de congelamento é: quanto mais rápido o alimento for resfriado, melhor, pois ficará menos tempo em temperatura que favoreça o crescimento de microorganismos. A sugestão é colocar o alimento em recipientes mais rasos, aumentando a área de resfriamento e com isso acelerando o processo. Colocar a panela em recipiente com água gelada ajuda a reduzir a temperatura de forma mais rápida também. Deixe sair o vapor, cubra o alimento e coloque-o para resfriar em geladeira ou diretamente no freezer.

    Guardando o alimento

    Ao levar sua comida para freezer, lave bem os recipientes, verifique se está bem fechado. Use pote, de preferência, transparentes. Fique atento para os prazos de validade - (temperatura inferior a 5ºC) e um mês no freezer (não acima de -18ºC) e podem ser armazenados por até 90 dias. Lembrando que a temperatura do congelador (que fica na parte de cima da geladeira) é inferior ao do freezer, sendo de aproximadamente -6ºC, fazendo com que o tempo de armazenamento também diminua (aproximadamente 20 dias).

    Quais são os riscos de congelar de descongelar a comida

    O processo de congelamento e descongelamento da comida vai interferir de alguma forma nas características dos alimentos, como textura, sabor, umidade. No entanto, se feito de forma adequada, pode facilitar o dia a dia, facilitando a disponibilidade de maior variedade de alimentos. No entanto, quando um alimento for congelado e depois descongelado, não deve ser congelado novamente, pois além de interferir na qualidade, aumenta o risco de contaminação por bactérias e outros microorganismos – que podem se aproveitar da mudança de temperatura para se multiplicar no alimento e colocar em risco a saúde de quem o comer.

    Não descongele os alimentos à temperatura ambiente. Utilize o forno de microondas se for prepará-lo imediatamente ou deixe o alimento na geladeira até descongelar. As carnes devem ser descongeladas dentro de recipientes. Os micróbios patogênicos multiplicam-se rapidamente em temperatura ambiente. Durante o descongelamento, a carne produz sucos que podem contaminar outros alimentos com micróbios patogênicos.
    Fonte: Blog da Saúde 

    Toda atenção que o SUS e a população merecem

    Nova Pnab transforma atenção básica em atenção mínima ao reduzir Saúde da Família e criar cesta limitada de serviços

    A “porta de entrada” do SUS corre risco de fechar, com a aprovação da nova Política Nacional de Atenção Básica (Pnab). As mudanças vão impactar no funcionamento de equipes e impor restrições ao trabalho, alertam especialistas. Os defensores da proposta alegam que a revisão na Pnab vai permitir que municípios se adequem às restrições orçamentárias. “Vamos passar a financiar o mundo real”, justificou o ministro da saúde Ricardo Barros. “Quem vai pagar a conta é a população”, rebate a conselheira nacional de saúde Shirley Díaz Morales, para quem a mudança é uma tentativa de resolver um problema financeiro, sem pensar nos prejuízos que serão sentidos pela população e pelos profissionais de saúde. Na prática, a nova Pnab afeta diretamente a Estratégia Saúde da Família (ESF), com redução de equipes e de carga horária, e atinge o trabalho dos agentes comunitários de saúde (ACS), denunciam entidades e instituições ligadas à Saúde, que enxergam na proposta o risco de desmonte do próprio SUS. Radis problematiza a questão, avaliando as mudanças e seus impactos no funcionamento do sistema, na oferta de serviços e na saúde de usuários, ao mesmo tempo em que reforça a defesa da Atenção Básica como uma porta que deve estar sempre aberta para a promoção da Saúde universal, integral e equânime, como prevista na Constituição.

    Toda a atenção é pouca. A nova Política Nacional de Atenção Básica (Pnab) — aprovada em agosto de 2017 e publicada em Diário Oficial na forma da portaria 2.436/2017, substitui a lei anterior, de 2011, e modifica a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (Pacs). “O seu conteúdo é crucial para os caminhos da Atenção Primária no país e afeta diretamente gestores, profissionais e usuários do SUS”, declarou o professor Luiz Augusto Facchini, da Universidade Federal de Pelotas, ex-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e coordenador da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde, em entrevista publicada no site da entidade.


    Aprovada pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT) — instância de articulação e pactuação na esfera federal que atua na direção nacional do SUS, integrada por gestores das três esferas de governo (União, estados, DF e municípios) —, a nova Pnab faz alterações significativas na organização e no financiamento da Atenção Básica, modifica o papel dos Agentes Comunitários de Saúde, e propõe uma limitada “cesta de serviços”, entre outras mudanças.
    Na disputa política que resultou na reforma, criou-se uma polarização de posições: de um lado, o governo federal e entidades de representação dos gestores, como o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); do lado contrário, entidades políticas e instituições ligadas ao campo da Saúde, muitas das quais se manifestaram por meio de notas de repúdio à decisão pela aprovação da reforma, como Fiocruz, Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (Cebes), Abrasco, Rede Unida, Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, entre outras.


    Quem defende a reforma alega que elas conferem flexibilização à política e a adequam à realidade de municípios e de seus problemas orçamentários. “Vamos passar a financiar o mundo real”, justificou o ministro da Saúde Ricardo Barros, durante coletiva de imprensa, concedida em agosto de 2017. Os críticos às medidas, no entanto, consideram que o “mundo real” apontado pelo ministro se refere, na verdade, ao sentido mercadológico das reformas, tendo em vista a aprovação da Emenda Constitucional 95 que, na prática, desenhará um cenário de orçamentos reduzidos (leia mais sobre financiamento na pág. 22). Com base nestas críticas é que consideram que as alterações propostas modificam justamente áreas consideradas bem-sucedidas no SUS.


    Mudanças básicas
    Para entender melhor os efeitos das mudanças, comecemos pelo “básico”. A Atenção Básica é um conceito, construído ao longo das últimas cinco décadas, em paralelo ao de Atenção Primária em Saúde, com muitos pontos em comum. Em sua definição, se relaciona à garantia de acesso à atenção, promoção e prevenção em saúde. No Brasil, a Atenção Básica é a ordenadora das ações da Rede de Atenção em Saúde e considerada “porta de entrada” do SUS. É a partir do contato com uma equipe de Atenção Básica, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) — como as Clínicas da Família, no Rio de Janeiro, por exemplo — que os usuários são encaminhados, se necessário, para serviços mais complexos.


    A Atenção Básica passou a se estruturar como política de Estado e se expandir de maneira mais organizada a partir de 1993, após a consolidação do SUS, por meio do programa Saúde da Família — que, em 1998, passou a ser chamado Estratégia Saúde da Família (ESF). Mas a Atenção Básica vai além da ESF, já que também é constituída por outras modalidades de equipes profissionais, como as que atendem populações com dinâmicas específicas, como os Consultórios de Rua e as equipes de Saúde da Família Ribeirinhas e Fluviais. O objetivo é tentar minimizar os impactos das grandes desigualdades regionais no acesso à saúde.


    Mesmo assim, graças à sua aprovação pelos usuários e ao reconhecimento de sua resolutividade, a ESF é a “menina dos olhos” da Atenção Básica. Hoje, ela cobre 63% da população do país, e mais de 70% dos municípios contam com pelo menos uma equipe de Saúde da Família. Seus grandes acertos são a lógica territorializada, além da integralidade e da resolutividade no cuidado. É consenso entre os estudiosos da Saúde que, quando funciona bem, a Atenção Básica é capaz de resolver mais de 80% dos casos que chegam a uma UBS, sem demandar encaminhamento. Por este motivo, a Atenção Básica de qualidade é considerada um vetor importante para a promoção da Saúde e do desenvolvimento. Com as mudanças previstas pela atual revisão, no entanto, tal efetividade está ameaçada.


    Redução de equipes
    As mudanças previstas pela nova Pnab afetam, em primeiro lugar, o funcionamento das equipes, fundamentais na estrutura da Estratégia Saúde da Família. Originalmente, o time multiprofissional mínimo previsto para a ESF era composto por um médico e um enfermeiro generalistas (ou especializados em Saúde da Família), um auxiliar ou técnico de enfermagem, além dos agentes comunitários de saúde — um para cada 750 pessoas de cada território. Podiam ser acrescentados à composição profissionais de Saúde Bucal (cirurgião-dentista, auxiliar e/ou técnico), além de outras especialidades de apoio. Pela regra inicial, cada equipe estava responsável pelo atendimento de, no máximo, 4 mil pessoas, sendo a média recomendada de 3 mil pessoas — o que explica a existência, num mesmo território, de mais de uma equipe.


    A Pnab modificada em 2011 já permitia a criação das chamadas equipes de Atenção Básica (EAB), reduzidas a um médico e enfermeiro. Criticada por muitos, a iniciativa visava, naquele momento, o reconhecimento “de um leque maior de modelagens de equipes para as diferentes populações e realidades do Brasil”, na avaliação de Celina Boga, médica do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Em entrevista à Radis, ela explicou que a mudança contemplava outros formatos de ESF e incluía equipes especializadas no atendimento da população em situação de rua, por exemplo. Para Celina, não se tratava (ainda) de precarização. “O impacto da adoção desse modelo reduzido poderia até ser positivo se fosse para garantir padrões mínimos em qualquer serviço básico de saúde, estabelecendo o que é essencial, ampliando o acesso a serviços de qualidade, com ações identificadas com as necessidades de saúde da população do bairro ou da região”, avaliou a médica, que é Mestre em Vigilância em Saúde e Avaliação de Programas de Controle de Processos Endêmicos.


    A mudança proposta agora, em 2017, repercute nas equipes de Atenção Básica de outro modo, ao conferir o mesmo status a ambas as equipes (de Saúde da Família e de Atenção Básica). Isso significa, na prática, que equipes completas e reduzidas disputarão os mesmos recursos e terão as mesmas responsabilidades, levando os gestores municipais a optarem por equipes reduzidas.


    Para Mauro Junqueira,  presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a nova Pnab permite que o gestor trabalhe a sua equipe de acordo com as suas especificidades e necessidades, mas em momento algum exclui como prioridade a ESF. “São arranjos para dar liberdade à gestão municipal. Nós temos aí um conjunto enorme de municípios com médicos, dentistas, enfermeiros concursados com uma carga horária menor do que 40 horas, mas que existem e funcionam e essas unidades são portas de entrada importantes. A nova Pnab dá oportunidade de se reconhecer esse atendimento também como atendimento do Saúde da Família”, argumentou à revista Consensus, publicação institucional do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).


    Outra mudança que vem recebendo duras críticas é a alteração na carga horária dos médicos na Atenção Básica. A Pnab de 2006 previa que todos os profissionais seriam contratados com carga horária de 40 horas semanais; em 2011, a carga horária dos médicos foi diminuída para 30 horas. O texto aprovado em 2017 volta a exigir 40 horas semanais de trabalho, mas somente dos médicos que atuam nas equipes de Saúde da Família, permitindo que outras modalidades de AB os contratem por apenas 10 horas semanais. “Essa carga horária é destruidora de qualquer trabalho em Atenção Primária. Na prática, muitos médicos vão trabalhar só um dia na semana, ou parte dele. Isso vai contra todos os atributos da Atenção Básica previstos na política original, de longitudinalidade e universalidade do cuidado”, criticou a médica sanitarista Lígia Giovanella, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Ensp/Fiocruz.


    Trabalho precarizado
    Uma categoria profissional que será diretamente afetada pela reforma é a dos agentes comunitários de saúde, responsáveis pelas principais inovações da Atenção Básica e que concretizam o cuidado na comunidade e no território, já que ajudam a pensar em maneiras específicas de cuidar daquelas pessoas que estão ali, orientam sobre consultas, distribuição e uso de medicamentos, e participam de visitas domiciliares (leia matéria sobre a sua atuação na pág. 16). Hoje, eles constituem uma força de trabalho essencial ao SUS, reunindo cerca de 260 mil pessoas em todo o país. “Eles prestam um serviço essencial à saúde pública”, defendeu Lígia.


    A nova Pnab, no entanto, reduzirá seu número e restringirá sua atuação nas equipes, o que os críticos às mudanças consideram “um erro do ponto de vista sanitário”, como afirmou Liu Leal, representante do Cebes no Conselho Nacional de Saúde. “Nossa discordância sobre a retirada do agente comunitário da equipe mínima de Saúde de Família é total. Isso é uma decisão baseada unicamente na lógica econômica. É a retirada de um interlocutor comunitário que precisa, sim, ter maior investimento para a qualificação de seus processos de trabalho a partir de uma formação técnica, que precisa de maior valorização de suas condições de proteção e de segurança do trabalho”, defendeu, em entrevista concedida à Radis.


    O texto da nova Pnab também “confunde” atribuições de diferentes categorias profissionais, apontou Liu. “Ora ela confunde, ora ela mistura o que seriam agentes comunitários de saúde e técnicos de enfermagem”, exemplificou, lembrando que a falta de definição “gera uma série de questões ligadas ao enxugamento, à diminuição e à desresponsabilização”. Uma consequência direta disso, indicou, é a diminuição do número de Agentes de Combate à Endemias. “Em um país que sofre constantemente com as suas condições de meio ambiente, e que tem adoecido a população como um todo com a zika, Chikungunya e febre amarela, impactar a vigilância e a saúde ambiental é um problema seríssimo, e a mudança na Pnab também sinaliza para isso”, denunciou.


    Mas não são somente os agentes que serão afetados. Todas as modalidades complementares de equipes de Atenção Básica estão ameaçadas, assegurou Liu. “As equipes de Saúde Bucal podem sofrer uma queda de proporções absurdas, e as políticas de Consultório na Rua, Nasf, fluvial, a prisional, todas elas estão correndo risco. Qual é o Norte que está posto hoje? É uma mudança que dá ênfase à equipe mínima, com lógica puramente econômica”, questiona a conselheira. Isso se repercutirá em todas as outras profissões que, desde 2008, foram agregadas à Estratégia Saúde da Família, compondo o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) — que inclui 20 diferentes profissões e atua em parceria com as equipes de Saúde da Família.


    "Cesta de serviços"
    Outro ponto muito criticado na nova Pnab é que ela delimita ações e serviços essenciais e estratégicos da Atenção Básica com a chamada “cesta de serviços”. “Isso afeta diretamente o princípio da integralidade no SUS”, como alerta Facchini. “Não concordamos com esse formato, que se pauta por uma dinâmica restritiva, de universalização excludente”, explicou Liu, para quem a delimitação do trabalho a um rol de serviços ou procedimentos é “anti-SUS”. “A carta ou cesta de serviços serve somente a parceria público-privadas ou terceirizações. Esse formato permite que se comprem serviços diretamente do setor privado. São práticas anteriores ao sistema, com oferta de serviços regrada e mercadológica, que eram comprados e ofertados de forma muitas vezes não republicana”, criticou.


    “Os desastres estão por vir”, disse Celina. Para a médica, a restrição trazida pela oferta selecionada de serviços representará um sucateamento da Atenção Básica “intencional”. “No cenário de restrição de recursos que temos, pode induzir à limitação. Em minha opinião, intencional. Onde o cidadão irá buscar solução para suas necessidades de saúde? Na rede pública, sucateada, desprestigiada, desmontada e substituída pelas clínicas populares? Nos planos populares de saúde?”.


    Para ela, trata-se de aprofundar, na Atenção Básica, o desmonte que já se vê em muitas unidades ambulatoriais e hospitalares da rede pública. “Assistimos e temos notícias da progressiva transferência para o setor privado de muitas das responsabilidades do setor público com as ações de saúde. O fenômeno se repete para os serviços diagnósticos, tanto laboratoriais quanto de imagem. Laboratórios privados vêm substituindo, e não mais complementando, laboratórios públicos que sofrem enormes restrições para a aquisição de equipamentos e contratação de recursos humanos”, reforçou.


    Decisão autoritária
    De acordo com o presidente do Conass, Michele Caputo Neto, a modificação da Pnab traz modernização. “Foi um pedido unânime dos gestores”, declarou ele à Consensus. “Agora os municípios poderão receber recurso financeiros federais pelo que fazem, e as comunidades mais distantes terão ganhos importantes por conta do financiamento que vai passar a ser possível”.


    Os críticos às mudanças concordam que nem tudo funcionava perfeitamente na Atenção Básica e na Estratégia Saúde da Família, mas discordam da maneira como as alterações foram conduzidas. “Entendemos que é uma política que precisa sim ser qualificada, ter continuidade na sua discussão e no seu aprimoramento, que precisa encarar melhor a diversidade territorial do país e, portanto, deveria se comportar mais como diretriz do que como norma”, explicou Liu, lembrando que o Conselho Nacional de Saúde tomou uma posição contrária à revisão. A conjuntura política e o momento foram totalmente inoportunos, segundo ela. “As representações políticas estão fazendo seus encaminhamentos autoritários e antidemocráticos. A revisão continuou acontecendo por uma decisão de ordem direta do atual ministro, portanto dos entes de gestão”.


    Houve mais de seis mil contribuições durante a consulta pública a respeito da reforma da PNAB. Segundo a ativista, nada foi considerado ao redigir o documento final. “Houve uma mobilização social enorme, tanto para apontar que a sociedade não queria essa reformulação nesse momento, e para que questões importantes fossem consideradas. Ficou muito evidente a manobra, o processo antidemocrático, que os entes de gestão operaram a partir do ministério da Saúde. Foi apontado de forma muito categórica, enfática, incisiva, que não se queria a reforma. A sociedade deixou claro que não queria, por exemplo o padrão de acesso, ou seja, a carta ou cesta de serviços”, reclamou.